terça-feira, 12 de novembro de 2013

A QUEM AMO?





Eu era uma criança
Inda amor não conhecia
Vendo-a tão meiga  a esperança
Em meu coração nascia.

Como inocentes brincamos...
Dias depois despedimos.
Passaram-se dois, três anos,
Falta nenhuma sentimos.

No quarto ano, porém,
Dela lembrei-me então.
Não sei se nela também
Apressou-se o coração.

Certo dia: Que surpresa!
Ei-la na porta surgiu!
Tão diferente estava:
Tão alta, esbelta, vivaz...
Em nada se parecia
Com a ladra da minha paz.

Mas não sei porque razão
Não saem do meu pensamento
Aqueles cabelos negros,
Aqueles olhos tão lindos
Que são, hoje, meu tormento.


De José Lourenço de Queiroz – Ano 1961

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